{"id":1366,"date":"2019-04-21T10:04:26","date_gmt":"2019-04-21T13:04:26","guid":{"rendered":"https:\/\/juniortakamoto.com.br\/?p=1366"},"modified":"2019-04-21T10:04:26","modified_gmt":"2019-04-21T13:04:26","slug":"com-59-anos-brasilia-vira-metropole-e-teme-violencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dancabrasilia.com.br\/danca\/com-59-anos-brasilia-vira-metropole-e-teme-violencia\/","title":{"rendered":"Com 59 anos, Bras\u00edlia vira metr\u00f3pole e teme viol\u00eancia"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"subtitle\">No dia em que Bras\u00edlia completa 59 anos, a economista Jane Pias de Oliveira recorda-se da liberdade que tinha para brincar na cidade quando era menina (9 anos), nos primeiros anos da capital federal. \u201cA gente ia para o zool\u00f3gico de bicicleta. E sabe por onde a gente andava? Naquela faixa do meio do Eix\u00e3o\u201d, [\u2026] The post Aos 59 anos, Bras\u00edlia vira metr\u00f3pole e teme viol\u00eancia appeared first on JBr..<\/h2>\n<p>No dia em que Bras\u00edlia completa 59 anos, a economista Jane Pias de Oliveira recorda-se da liberdade que tinha para brincar na cidade quando era menina (9 anos), nos primeiros anos da capital federal. \u201cA gente ia para o zool\u00f3gico de bicicleta. E sabe por onde a gente andava? Naquela faixa do meio do Eix\u00e3o\u201d, conta \u00e0 reportagem da Ag\u00eancia Brasil.<br \/>\nJane morava na quadra 712 sul, a sete quil\u00f4metros do Jardim Zool\u00f3gico, e fazia com seus colegas da rua um passeio impens\u00e1vel para os dias atuais no Eixo Rodovi\u00e1rio, por causa do intenso tr\u00e1fego a 80 km\/h (velocidade autorizada).<\/p>\n<div class=\"media_box full-dimensions660x360\">\n<div class=\"edges\"><img decoding=\"async\" class=\"croppable\" title=\"Jornal de Bras\u00edlia\" src=\"https:\/\/img.r7.com\/images\/jornal-de-brasilia-21042019094542829?dimensions=660x360\" alt=\"Jornal de Bras\u00edlia\" \/><\/p>\n<div class=\"gallery_link\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"content_image\">\n<h4 class=\"legend_box  \">Jornal de Bras\u00edlia<\/h4>\n<p><span class=\"credit_box \">Jornal de Bras\u00edlia<\/span><\/div>\n<\/div>\n<p>Especial 59 anos de Bras\u00edlia: fam\u00edlia \u2013 a m\u00e3e Jane Pias de Oliveira, os filhos, Eduardo Pias de Oliveira e Luiz fernando de Oliveira, e os netos.<\/p>\n<p>A economista nasceu em outubro de 1958, no antigo Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira, o primeiro do Distrito Federal, hoje Museu Vivo da Mem\u00f3ria Candanga, no N\u00facleo Bandeirante.<\/p>\n<p>\u201cNa minha certid\u00e3o de nascimento est\u00e1 escrito \u2018nascida em Bras\u00edlia (futura capital federal)\u2019. Eu nasci numa cidade que n\u00e3o existia ainda\u201d, afirma.<\/p>\n<p>O filho de Jane, o estat\u00edstico Carlos Eduardo de Oliveira Varanda (38 anos), tamb\u00e9m n\u00e3o esquece os passeios de bicicleta na inf\u00e2ncia. \u201cAndava de bicicleta o Lago Norte inteiro [cerca de nove quil\u00f4metros de extens\u00e3o] e n\u00e3o avisava \u00e0 m\u00e3e\u201d. Carlos Eduardo ainda lembra de subir em \u00e1rvore, pescar no Lago Parano\u00e1 e at\u00e9 encontrar bichos, como pequenas cobras, que dividiam o cerrado com casas que habitavam o bairro, hoje praticamente todo urbanizado e constru\u00eddo. \u201cTinha vida de ro\u00e7a na cidade\u201d, rememora.<\/p>\n<p>M\u00e3e e filho s\u00e3o da primeira e segunda gera\u00e7\u00f5es de brasilienses. Aquelas que usufru\u00edram da cidade crian\u00e7as e adolescentes at\u00e9 os anos 1980, e tiveram o privil\u00e9gio de viver em um centro urbano ainda n\u00e3o densamente povoado, com pouco tr\u00e2nsito e seguro para as meninos e meninas brincarem livremente.<\/p>\n<p>O pequeno Alexandre (3 anos), da terceira gera\u00e7\u00e3o de brasilienses, neto de Jane e filho de Carlos Eduardo, jamais ter\u00e1 a liberdade que sua av\u00f3 ou seu pai tiveram em tempos idos na capital.<\/p>\n<p>\u201cSe minha m\u00e3e deixar meu filho do mesmo jeito que me deixava, eu vou ficar preocupado\u201d, admite Carlos Eduardo. \u201cEra mais tranquilo. No tr\u00e2nsito a gente se deslocava rapidinho\u201d, conta Jane que, al\u00e9m de criar Eduardo e mais dois filhos, ainda trabalhava em um banco e estudava na Universidade de Bras\u00edlia (UnB).<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s t\u00ednhamos mais seguran\u00e7a para deixar os filhos brincarem na rua. Hoje temos que ir junto\u201d, compara Jane. O veterin\u00e1rio Lu\u00eds Fernando de Oliveira Varanda (34 anos), tamb\u00e9m filho dela, tem as mesmas preocupa\u00e7\u00f5es que o irm\u00e3o e entret\u00e9m os seus dois filhos, tamb\u00e9m brasilienses, em brinquedotecas. \u201cN\u00e3o temos mais aquela liberdade\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Contradi\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Menos liberdade por causa de seguran\u00e7a \u00e9 indicador de que Bras\u00edlia se tornou uma t\u00edpica metr\u00f3pole brasileira. De acordo com o Mapa da Viol\u00eancia 2018, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), a taxa que soma homic\u00eddios e mortes violentas com causa indeterminada \u00e9 de 26,5 casos a cada 100 mil habitantes \u2013 acima de S\u00e3o Paulo (14,9 casos), Florian\u00f3polis (18) e Vit\u00f3ria (23,1).<\/p>\n<p>Para o urbanista e professor em\u00e9rito da UnB Jos\u00e9 Carlos Coutinho, a viol\u00eancia tem a ver com a desigualdade socioecon\u00f4mica entre o Plano Piloto e as regi\u00f5es administrativas, e as cidades do Entorno e o DF.<\/p>\n<p>\u201c<strong>Temos concentra\u00e7\u00e3o perversa da mais alta renda per capita do pa\u00eds em zonas elitizadas, circundados por uma periferia onde n\u00e3o h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es dignas de vida\u201d, diz.\u00a0<\/strong>Conforme o especialista, h\u00e1 50 anos na cidade<strong>, \u201cessa periferia que cerca a ilha da fantasia que cria esse contraste. Da\u00ed v\u00eam as cercas el\u00e9tricas, muros altos e arame farpado<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p>\u201c<strong>Bras\u00edlia nasceu saud\u00e1vel, um beb\u00ea rosado, lindo, que \u00e0 medida que foi crescendo foi ficando com a cara do pai, que \u00e9 o Brasil. Bras\u00edlia hoje tem as mesmas contradi\u00e7\u00f5es, desigualdades e injusti\u00e7as que tem o pa\u00eds. Bras\u00edlia n\u00e3o poderia ser diferente do Brasil<\/strong>\u201d, complementa o urbanista.<\/p>\n<p>Dados do Atlas Brasil, recentemente divulgados pelo Ipea, indicam que a renda per capita na regi\u00e3o metropolitana formada pelo Distrito Federal e Entorno cresceu 41,88% entre 2000 e 2010, houve redu\u00e7\u00e3o do percentual de pobres (de 17% para 7,2%) e dos extremamente pobres (de 5,21% para 1,96%). O \u00cdndice de Gini, que mede a desigualdade, por\u00e9m, variou pouco; era de 0,65 em 2000 e foi a 0,64 em 2010. O \u00edndice varia de zero a um, quanto mais pr\u00f3ximo de zero mais igualit\u00e1ria a renda do grupo. Quanto mais perto de um, maior a concentra\u00e7\u00e3o de renda.<\/p>\n<p>Conforme a Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), 401 mil brasilienses formam uma elite com renda m\u00e9dia domiciliar mensal de R$ 15,6 mil; 922 mil t\u00eam renda m\u00e9dia domiciliar de R$ 7,3 mil; 1,2 milh\u00e3o t\u00eam renda m\u00e9dia domiciliar de R$ 3 mil; e 307 mil t\u00eam renda m\u00e9dia domiciliar de R$ 2,4 mil.<\/p>\n<div id=\"inner-ad-container\" class=\"\"><\/div>\n<p>\u201cOcupa\u00e7\u00e3o an\u00e1rquica\u201d<\/p>\n<div class=\"media_box full-dimensions660x360\">\n<div class=\"edges\"><img decoding=\"async\" class=\"croppable\" title=\"Jornal de Bras\u00edlia\" src=\"https:\/\/img.r7.com\/images\/jornal-de-brasilia-21042019094542992?dimensions=660x360\" alt=\"Jornal de Bras\u00edlia\" \/><\/p>\n<div class=\"gallery_link\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"content_image\">\n<h4 class=\"legend_box  \">Jornal de Bras\u00edlia<\/h4>\n<p><span class=\"credit_box \">Jornal de Bras\u00edlia<\/span><\/div>\n<\/div>\n<p>Agefis durante a\u00e7\u00e3o em Vicente Pires. Foto: ABr<\/p>\n<p>Al\u00e9m da desigualdade e da inseguran\u00e7a, Jos\u00e9 Carlos Coutinho lamenta que a ocupa\u00e7\u00e3o do DF se deu de forma \u201can\u00e1rquica\u201d e que os diversos governos n\u00e3o fizeram planejamento, resultando em ocupa\u00e7\u00e3o indevida de terras e devasta\u00e7\u00e3o do cerrado. \u201cA cidade veio trope\u00e7ando num processo de crescimento alarmante. O futuro nos reserva muitas incertezas. Bras\u00edlia vai acabar sendo um centro hist\u00f3rico cercado de pobreza por todos os lados\u201d, alerta o urbanista.<\/p>\n<p>A cidade ocupa o quarto lugar em n\u00famero de autom\u00f3veis. Conforme o Departamento Nacional de Tr\u00e2nsito (Denatran), h\u00e1 1,29 milh\u00e3o de carros emplacados em Bras\u00edlia \u2013 abaixo apenas de S\u00e3o Paulo (5,75 milh\u00f5es), do Rio de Janeiro (2,04 milh\u00f5es) e de Belo Horizonte (1,44 milh\u00e3o).<\/p>\n<div class=\"media_box full-dimensions660x360\">\n<div class=\"edges\"><img decoding=\"async\" class=\"croppable\" title=\"Jornal de Bras\u00edlia\" src=\"https:\/\/img.r7.com\/images\/jornal-de-brasilia-21042019094543200?dimensions=660x360\" alt=\"Jornal de Bras\u00edlia\" \/><\/p>\n<div class=\"gallery_link\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"content_image\">\n<h4 class=\"legend_box  \">Jornal de Bras\u00edlia<\/h4>\n<p><span class=\"credit_box \">Jornal de Bras\u00edlia<\/span><\/div>\n<\/div>\n<p>Foto: Ag\u00eancia Bras\u00edlia<\/p>\n<p>O volume de carros \u00e9 t\u00e3o grande em Bras\u00edlia que seria poss\u00edvel colocar todos os habitantes nos autom\u00f3veis e ainda sobrariam lugares. Segundo proje\u00e7\u00e3o do IBGE, Bras\u00edlia tem 3 milh\u00f5es de habitantes. Dividindo um indicador pelo outro, chega-se \u00e0 m\u00e9dia de 2,3 pessoas por carro registrado na cidade.<\/p>\n<p>Lu\u00eds Fernando e Eduardo de Oliveira evitam o tr\u00e2nsito candango morando em superquadras do Plano Piloto, pr\u00f3ximas ao trabalho. A m\u00e3e deles, Jane, mudou-se h\u00e1 seis meses para \u00c1guas Claras, um bairro de classe m\u00e9dia alta com pr\u00e9dios de mais de 30 pavimentos, na regi\u00e3o administrativa de Taguatinga (antigamente denominada de cidade-sat\u00e9lite).<\/p>\n<p>A noite da espera<\/p>\n<p>Aposentada, Jane foge do tr\u00e2nsito evitando as horas de congestionamento. E, sem se apegar ao passado, aprecia a Bras\u00edlia de 2019. \u201cN\u00e3o sou saudosista, gosto de lembrar de algumas coisas. Eu adoro Bras\u00edlia, acho linda, tem qualidade de vida \u00f3tima. [Nos \u00faltimos anos], melhorou em urbaniza\u00e7\u00e3o e vida noturna.\u201d<\/p>\n<p>O escritor Milton Hatoum, autor de Dois irm\u00e3os, Cinzas do Norte e A Noite da Espera, o \u00faltimo com hist\u00f3ria ambientada em Bras\u00edlia no final dos anos 1960, tamb\u00e9m elogia a Bras\u00edlia atual. \u201cA cidade ficou verde\u201d. Em sua opini\u00e3o, a capital n\u00e3o tem mais \u201ca tristeza e a tens\u00e3o\u201d que s\u00e3o tratadas no seu \u00faltimo livro.<\/p>\n<p>Algumas ang\u00fastias da trama, Hatoum experimentou. Veio de Manaus para a cidade com 15 anos, longe da fam\u00edlia, para estudar o \u201ccolegial\u201d no extinto Centro Integrado de Ensino M\u00e9dio (Ciem), col\u00e9gio de aplica\u00e7\u00e3o ent\u00e3o vinculado \u00e0 UnB. Nos momentos de solid\u00e3o, conta que contemplava o Lago Parano\u00e1 ou ia ver a Igrejinha.<\/p>\n<p>\u201cA cidade estava come\u00e7ando, tinha pouqu\u00edssimas \u00e1rvores e muito barro. Era um cerrado destru\u00eddo para a constru\u00e7\u00e3o da cidade\u201d, descreve. O escritor tamb\u00e9m ia ao Po\u00e7o Azul. Passeios a cachoeiras nos arredores da nova capital s\u00e3o mencionados no livro e marcados na mem\u00f3ria de Hatoum, assim como lugares s\u00edmbolos da ent\u00e3o jovem cidade: a Livraria Encontros, a Pizzaria Kazebre 13, que j\u00e1 n\u00e3o existem mais, o Restaurante Roma e o Bar Beirute, ainda em funcionamento.<\/p>\n<p>O superintendente do Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan), Carlos Madson Reis, que vive em Bras\u00edlia desde 1972, evita esp\u00edrito nost\u00e1lgico quanto \u00e0 quietude da cidade.<\/p>\n<p>Sem negar os problemas apresentados na capital, que faz anivers\u00e1rio neste domingo (21 de abril), ele diz que o Plano Piloto se assemelha at\u00e9 hoje \u00e0 proposta original de L\u00facio Costa, que foi modificada desde o in\u00edcio com altera\u00e7\u00f5es como a cria\u00e7\u00e3o das quadras 400 e 700, a aproxima\u00e7\u00e3o da \u00e1rea urbana ao lago e a extens\u00e3o do Eixo Monumental.<\/p>\n<p>Madson Reis avalia que Bras\u00edlia deixou se ser maquete e que a terceira gera\u00e7\u00e3o da cidade ocupa \u201cde maneira diferente\u201d o espa\u00e7o urbano. \u201cFaz uma apropria\u00e7\u00e3o menos sacralizada e mais humanizada. Procura se apropriar dos espa\u00e7os de uma forma mais l\u00fadica. Menos simb\u00f3lica e mais intensa\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Gilberto Costa \u2013 Ag\u00eancia Brasil \u2013\t\t<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia em que Bras\u00edlia completa 59 anos, a economista Jane Pias de Oliveira recorda-se da liberdade que tinha para brincar na cidade quando era menina (9 anos), nos primeiros anos da capital federal. \u201cA gente ia para o zool\u00f3gico de bicicleta. E sabe por onde a gente andava? 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